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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Anos depois, voltei

Volta do Teoria, Prática e Aprendizado.
Imagem de Welcome to all and thank you for your visit ! ツ por Pixabay
Sei que deixei o blog abandonado por um tempo, mas o motivo principal do abandono é que precisava me entender como docente. Quem me acompanha lá no Algumas Observações sabe que muita coisa aconteceu do lado de cá, coisas desagradáveis e velhas conhecidas da profissão: agressão, desvalorização, luta. Além disso, inciei a minha vida no mercado editorial (lancei um livro de poemas chamado A Intermitência das Coisas, pela Editora Penalux) e ingressei em duas pós-graduações -- Docência em Literatura e Humanidades (FMU), pós-graduada no curso de Formação de Escritores e Especialistas em Produção de Textos Literários (ISE Vera Cruz) -- enfim, a roda da vida que girou.

Ontem fiz nove anos de formada. NOVE. De lá pra cá, passei a trabalhar não só como docente e escritora, mas também com textos: leitura crítica, revisão, preparação, assistência (mentoria) a novos autores, cursos de escrita criativa e isso tudo foi fundamental nos novos rumos da minha jornada.

Atualmente não trabalho mais em colégios lecionando inglês. Migrei para a minha área de especialização. Continuo no mesmo colégio com uma turma de 8º ano e com todo o Ensino Médio, lecionando Língua Portuguesa (sim, gramática, literatura e redação).

Os desafios são muitos e os prazeres de ver os educandos crescendo também. É por isso, que resolvi voltar ao teoria para compartilhar esta caminhada.

Volta comigo? 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

[Praticando] Trabalhando com a educomunicação

Foto do meu instagram.
Oi pessoal!
Eu sei, sumi. Peço desculpas por isso. O segundo semestre foi bastante puxado para mim - e acabei tendo que resolver um monte de problemas das duas escolas em que trabalho. Enfim, estou de volta e pretendo postar com mais frequência, porque muitas coisas aconteceram ao longo do segundo semestre e eu quero tentar compartilhar tudo por aqui.

Um destes acontecimentos foi o núcleo de educomunicação do colégio em que trabalho. No meio do ano, surgiu a necessidade de trabalhar a comunicação da escola e entre os educandos. Como já tinha experiência com núcleos de comunicação - da época em que trabalhava em ONGs - assumi a tarefa de orientar os estudantes na elaboração de reportagens, entrevistas e fotografias. Como não tínhamos tempo no horário de aulas, fizemos duas reuniões presenciais - uma em que decidimos as colunas e a pauta do jornal e uma outra em que abordamos o básico dos elementos da comunicação - e então passamos a organizar tudo via um grupo criado no Facebook e por troca de e-mails.



O resultado não poderia ser mais promissor. Não só pelo fato de o jornal ter ficado lindo - e ter servido de incentivo ao estudo da Língua Portuguesa -, mas também pelo fato de como este trabalho desenvolveu o senso de responsabilidade nos educandos. Eles se preocuparam com a redação, com a revisão dos textos e - principalmente - quando algum colega atrasava no envio do material. Quando isso acontecia, os próprios membros do núcleo de comunicação cobravam quem estava sendo irresponsável. De qualquer maneira, o envolvimento dos alunos foi espetacular, como pode ser visto acima. :)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Clássicos da Literatura Brasileira são transformados em games

Já pensou em passar horas jogando um vídeo-game baseado nos grandes clássicos da literatura?! Agora isso é possível! O projeto Livro e Game, criado pela Fundação Telefônica, possibilita que os apaixonados por games conheçam e vivenciem as narrativas escritas pelos grandes cânones nacionais.

Memórias de Um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio Almeida; O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e Dom Casmurro, de Machado de Assis foram as primeiras adaptações, cujos roteiros são assinados pelo escritor Toni Brandão. Ao longo de cada jogo, os jogadores interagem com informações da vida dos autores, bem como trechos das obras.

A principal ideia do gestor cultural da Fundação Telefônica, Celso Santiago, ao elaborar este projeto é mostrar a transformação que a leitura pode causar na vida do leitor, além de reforçar que a literatura não é algo chato que fazemos por obrigação.

Imagem de reprodução. Clique para ampliar.
No site, além dos três jogos, há também um Curso de Formação, para que "educadores possam se familiarizar com o ambiente dos 'livros e games', e assim tenham todas as condições de usá-los em atividades destinadas aos jovens com os quais trabalham". As inscrições para o curso de formação vão até o dia 19 de fevereiro. As aulas iniciam no dia 25 de fevereiro e vão até o dia 31 de março.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

[evento] Alunos da EJA lançam livros em SP

Os alunos da turma de Educação de Jovens Adultos (EJA) da Escola Estadual Professor Alceu Guerner Gonzalez, localizada na Zona Leste de São Paulo, escreveram em conjunto o livro Minha essência virou poesia.

A obra foi produzida durante as oficinas de Língua Portuguesa, será lançada amanhã, em evento aberto à comunidade no CEU Parque Veredas fica à Rua Daniel Muller, nº 347, Itaim Paulista.

Segundo a diretora da escola, Maria Cristina Ferreira, “A ideia partiu do professor de língua portuguesa, Marcos Ota, e a escola conseguiu viabilizar. Com o desenvolvimento do trabalho, fomos amadurecendo um plano para publicar o livro. O fruto mexeu muito com a autoestima de todos os participantes”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

As muitas vozes do Brasil

A literatura sempre foi um dos meus prazeres, por isso, quando vi o tuíte da Biblioteca Nacional fui correndo conferir o vídeo do link. Que delícia é ouvir as várias vozes do Brasil! Que delícia é poder ser esbaldar em tantas gentes! No fundo, a leitura é isso: o encontro com vários mundos, várias gentes! 

Se lecionasse literatura, com toda a certeza levaria este vídeo para os meus alunos, por isso, deixo a dica aqui.



Brasil Literature - Brasil in every word from frank_tentler on Vimeo.

E aí? Curtiram?! ;)

domingo, 13 de maio de 2012

[Plano de Aula] O uso pedagógico da nuvem de palavras

Capa da revista em que li
"A voz dos presidentes"
Lendo a edição de abril da revista Língua Portuguesa, deparei-me com a pequena reportagem intitulada “A voz dos presidentes”, cuja ilustração “sintetiza as 293 mil palavras usadas pela presidente Dilma” nos discursos por ela feitos em 2011. 

Isso me fez pensar como este simples recurso pode servir como ferramenta útil para ajudar os alunos a interpretar e redigir um texto. Na redação, este pode ser um recurso para que o educando possa ter uma noção visual das palavras que ele mais repete ao escrever um texto. A partir disso, pode-se falar sobre a coesão textual. Já na interpretação, tomemos o mesmo exemplo mostrado pela revista: as maiores palavras que aparecem na nuvem de Dilma são “Brasil”, “aqui”, “país”, “todos”, “porque” e “presidente”. Todas elas se destacam de termos que se apresentam numa escala menor – por que foram menos usadas nos discursos – como: “desenvolvimento”, “qualidade”, “compromisso”, “população” e “acesso”. Palavras como “saúde”, “educação”, “moradia” e “emprego” não constam na nuvem feita pela publicação. Partindo destes dados o professor pode falar sobre qual é a intensão contida na fala política e levantar hipóteses do por quê de elas serem estas e não outras. Se preferir, o docente pode, ainda, fazer o caminho inverso: usar a nuvem de palavra depois de os alunos terem analisado o determinado tema, com a finalidade de “conferir” se a análise feita está alinhada com o discurso realizado. Tudo vai depender de qual estratégia atende melhor os objetivos do aprendizado dos educandos. 

A nuvem de palavras pode ser utilizada nas mais diversas disciplinas: língua portuguesa, história, biologia, geografia, filosofia, sociologia... Os caminhos são inúmeros e incluem até mesmo um projeto que integre todas estas áreas (os professores podem pensar em orientar os alunos para fazerem um mapeamento da comunidade no entorno da escola e apresentarem uma síntese dos dados em forma de nuvem, ou ainda, incentivarem os discentes a mapear as palavras mais recorrentes em determinada situação/entrevista etc.). 

Dentro das disciplinas, a nuvem de palavras serve ainda para: 
  • Fazer uma tempestade de ideias;
  • Relembrar um vocabulário específico; 
  • Ensinar os alunos estudarem para uma prova/concurso; 
  • Sintetizar um chat/discussão/debate; 
  • Adicionar um elemento visual a um trabalho/cartaz/postagem de blog; 
  • Compartilhar notas sobre determinado assunto; 
  • Trabalhar a arte visual, por meio da escolha de diferentes cores e fontes; 
  • Trabalhar com a criatividade. 


Criando uma nuvem de palavras 
Clique para ampliar
as etapas do passo a passo.
Para quem nunca fez uma nuvem de palavras, segue abaixo o passo a passo:

1. Acesse o site wordle.net (ele está em inglês, mas é fácil de usar); 

2. Clique na palavra Create, da frase “Creat your own”; 

3. Digite ou cole o texto que gerará a nuvem de palavras dentro da caixa indicada. Se você quiser que as palavras alguma frase e/ou expressão se mantenham juntas, coloque um til (~) entre elas. Depois disso, clique em Go; 

4. Mude a letra, o layout e a cor da sua nuvem. Para fazer isso, você pode: 
     a. Fazer automaticamente, clicando em Randomize, na parte inferior da tela; 
    b. Fazer manualmente, usando a barra de ferramentas que aparece sobre a sua nuvem. Em Font, você muda o estilo da sua letra; em Layout, você ajusta se quer na horizontal, vertical etc.; e em Color, você tem a possibilidade de escolher outras cores para a sua nuvem de palavras. 

5. Clique em Save, para salvar sua nuvem na galeria de imagens do site e copiar o link de acesso a ela. Aparecerá uma janela para você colocar o título da sua nuvem e o seu nome, mas estes campos não são obrigatórios (embora facilite a busca no site depois).

6. Se você quiser salvá-la em seu computador, faça um Print Screen (Aperte a tecla “Print Screen” do seu teclado, depois abra o Paint, aperte ctrl+v e salve o arquivo onde desejar).

Gostou?!
Agora é só colocar as mãos na massa! ;)

quarta-feira, 21 de março de 2012

[Resenha] Em Carne Viva, de Maria da Glória Cardia de Castro

Nota: Este livro fez parte de uma atividade em sala de aula, proposta aos alunos da Educação de Jovens e Adultos, pela professora de Língua Portuguesa. Pelo o que ela me relatou - e eu pude ver depois - os alunos costumam gostar muito da leitura, porque a história é muito próxima daquilo que eles vivem.

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“O sonho já acabou, vamos encarar a realidade.
Não se drogue por não ser capaz de suportar sua própria dor.
Nenhum lugar fará você se sentir um homem.
Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”.
(Jonh Lennon)

A citação acima, que serve como epígrafe do livro Em Carne Viva, de Maria da Glória Cardia de Castro, já nos anuncia o assunto do livro, que aborda de forma interessantíssima o submundo das drogas. David é um adolescente como tantos outros quaisquer: fruto de uma classe média comum em tantas cidades grandes, tem apego e admiração pela mãe e um relacionamento praticamente inexistente com o pai. Na escola, enfrenta o drama da possibilidade iminente da reprovação – que culminaria na separação de seu melhor amigo, Pedro; que, com certeza, passará de ano.

Diante deste cenário, um acontecimento muda tudo: David e Pedro se envolvem em uma briga que transformaria o destino dos dois. Pé de Anjo, o valentão que lhes enchera de sopapos, aproxima-se de David não só para lhe falar mal do amigo, Pedro, mas também para “ajuda-lo”. É com esta “ajuda” que Pé de Anjo o arrasta para o mundo das drogas e do sexo, levando-o para um caminho sem volta.

Em Carne Viva, faz um relato duro e contundente do que em acontecendo na sociedade moderna dos últimos anos e como as pessoas lidam com isso: como é, para um adolescente, não ter um apoio familiar? Como é que os jovens lidam com a pressão de sempre ter que conseguir boas notas? Como é que as pessoas percebem, ignoram, não aceitam, julgam e/ou lutam com a realidade de ter um usuário de drogas em seu convívio? É respondendo a todas estas perguntas que a autora envolve seus leitores. A obra é, portanto, uma ótima pedida a pais, professores, psicólogos e assistentes sociais que queiram abordar esta temática de uma maneira diferente. Além disso, encanta os leitores em geral, que desejam compreender mais sobre o assunto.


Livro: Em carne viva
Autor: Maria da Glória Cardia de Castro
Gênero: Romance
Editora: Moderna

segunda-feira, 12 de março de 2012

[Atividade] Classes Gramaticais

Comecei meu estágio supervisionado nas aulas de Língua Portuguesa da Educação de Jovens e Adultos de uma escola municipal. Como a professora lecionaram na aula anterior a parte teórica sobre Classes de Palavras, pedi-lhe para fazer a minha regência dando aos alunos os exercícios propostos abaixo. 

1. Leia o trecho do poema:
A casa
(Vinícius de Moraes)
"Era uma casa
muito engraçada.
Não tinha teto,
Não tinha nada.
Ninguém podia
entrar nela não,
porque na casa
não tinha chão".

2. Identifique no texto:
a) os substantivos:
b) os adjetivos:
c) os advérbios:
d) os verbos:
e) os pronomes:
f) as conjunções:

3. Escolha um substantivo, um adjetivo, um advérbio e um pronome identificados no exercício anterior e forme frases com cada um deles.

_____________________________________________________________________
Como a professora já havia trabalhado uma poema de amor, escrito por Vinícius de Moraes, os alunos se surpreenderam quando disse que ele também escrevia poesia infantil, a exemplo do poema do exercício.
Na hora da correção, percebi que eles tiveram dificuldade de identificar o pronome indefinido ninguém.
Então, a professora me disse que fará uma aula só sobre pronomes, pois ela também percebeu que seus alunos têm dificuldades com tal ponto da matéria.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Origem da Língua Portuguesa

O vídeo abaixo aborda as origens da nossa língua:

sábado, 31 de dezembro de 2011

O acordo ortográfico e a crase

Dias atrás, me disseram: “aqui tem crase ou não? Depois do acordo, não sei de mais nada...”. Inspirada nesta situação, eu resolvi escrever este texto. 

A primeira ponderação é sobre a pergunta em si: os gramáticos mais fundamentalistas diriam que a forma correta de questionar seria “uso o acento grave ou não?”. Isso porque a palavra crase tem origem no grego krásis e significa mistura, fusão. A crase é, portanto, a fusão dos “as” e é sinalizada pelo uso do acento grave (`). 

Agora vem a resposta: após o acordo as regras do emprego do acento grave mudaram? 
Não, não mudaram. Segundo o texto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990, faz-se o uso do acento grave em três situações: 

a. Fusão do artigo a com a preposição a: 
Fui à festa de Maria. 
(O verbo ir é transitivo indireto e pede a preposição “a” que, no exemplo, funde-se ao artigo “a”); 

b. Contração da preposição a com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: 
Tenho que ir àquela escola amanhã. 
(O verbo ir é transitivo indireto e pede a preposição “a” que, no exemplo, funde-se ao pronome demonstrativo “aquela”); 

c. Fusão da preposição a com os compostos aqueloutro(s) e aqueloutra(s): 
Fui àqueloutra escola, porém não gostei de sua infraestrutura. 

Falando das regras principais é isso! 
Beijos e até a próxima!
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