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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[Praticando] Gincana de Halloween

Jack-o'-lanterns

Se você é professor de inglês, com toda certeza está pensando em como trabalhar o Halloween com os seus alunos. Depois de muito quebrar a cabeça, eu resolvi elaborar uma gincana com os meus educandos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Além de querer movimentar o colégio, meu maior objetivo é que todos vivenciem o Halloween da forma mais próxima do real possível.

De forma geral: a gincana tem 5 etapas para serem cumpridas ao longo do mês, que vão desde a escolha do nome da equipe, até a apresentação de coreografia na Halloween Party, do dia 31. Como há partes da gincana que vão além do inglês, os outros professores resolveram avaliar os educandos também em suas disciplinas - é ótima esta sensação de apoio da equipe docente.

Para que não houvesse dúvidas sobre as etapas da gincana, seus prazos e sua pontuação, elaborei o documento abaixo e compartilhei no blog do colégio para que todos os educandos tivessem bem claro quais são as regras vigentes. Agora, deixo a sugestão abaixo para download, para os teachers que quiserem usar/adaptar em seus respectivos Halloweens! ;)



Devo dizer que a aceitação dos educandos foi simplesmente incrível! Eles estão super empolgados - o que me deixa mais empolgada ainda! Algumas turmas escolheram o nome da equipe no momento em que anunciei a gincana. No mesmo dia, uma delas escolheu a música da coreografia e já começou os ensaios. Muito bacana!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Trabalhando com o portfólio... um bimestre depois


No final do ano passado, fiz uma proposta ousada para a diretora de um dos colégios em que trabalho: propus a avaliação por portfólio (para entender melhor esta proposta, clique aqui). Após explicar os objetivos deste tipo de avaliação, fui incisiva dizendo que se os outros docentes não quisessem, faria ao menos o portfólio de inglês. Então, a diretora comprou a ideia, que foi apresentada ao corpo docente durante a jornada pedagógica no começo de fevereiro.

Abaixo segue a descrição de como realizamos este trabalho ao longo do primeiro bimestre:

Como todos os professores acharam a ideia boa, mas nenhum nunca havia trabalhado com este sistema de avaliação, estabelecemos um padrão - que ajudaria na orientação dos alunos e na nossa posterior avaliação:
  • Todos os portfólios (ao menos em 2013) seriam bimestrais - assim conseguiríamos mensurar com maior facilidade se a experiência deu certo ou não;
  • Todos os portfólios deveriam ter ao menos três atividades por disciplina - isso garantiria que os alunos não relacionassem o conteúdo do portfólio ao professor que tem mais afinidade; fazendo, portanto, uma avaliação de tudo o que fora estudado no período;
  • Todos os portfólios deveriam ter uma capa, um índice, uma introdução e comentários pessoais sobre o que fora estudado (facilidades, dificuldades, pontos de atenção, o que mais e menos gostou durante as aulas etc).
Partindo deste princípio, os alunos foram orientados por todos os professores já no primeiro dia de aula - que fizeram questão de frisar que o portfólio é muito mais do que uma pasta de arquivos.
No meio do bimestre, aproveitamos um momento de assembleia e pedimos para que os alunos levassem o que já haviam construído. Este dia foi de extrema importância, uma vez que todos os docentes puderam dar sugestões de organização das atividades, e os alunos puderam compartilhar suas ideias uns com os outros. Este dia também serviu de alerta para aqueles que ainda não haviam começado a montar o portfólio: eles perceberam que esta tarefa, embora fácil, não era simples. Por isso, muitos alunos começaram a correr atrás do prejuízo a partir deste dia.

O tempo passou, e o bimestre chegou ao fim. Sendo assim, todos os alunos entregaram os seus portfólios na escola para que os professores pudessem avaliar e... que grata surpresa! :) A adesão dos alunos à proposta e ao formato padrão foi quase total. E os comentários então?! Super sinceros! Abaixo temos um resumo de alguns pontos que tanto os alunos, quanto eu percebemos ao longo do processo:
  • Cuidado com as atividades - a cada aula, eu percebi que os alunos adotaram uma postura mais caprichosa com as lições feitas, porque eles sabiam que elas seriam vistas por várias pessoas, no portfólio posteriormente;
  • Organização e responsabilidade - vários alunos escreveram em seus comentários e conclusões que se sentiram mais responsáveis e organizados, pois tiveram que guardar e ordenar toda a sua produção bimestral;
  • Criatividade - a liberdade de poder montar o portfólio da forma que queria fez com que os alunos soltassem a criatividade. Com isso, surgiram alguns portfólios temáticos: uma aluna usou flores raras como tema (cada disciplina tinha uma capa com uma flor distinta); outro usou o sistema solar (o sol e cada um dos planetas representando uma disciplina); tivemos ainda desenho japonês; time de futebol; fotos de diversos pontos turísticos; banda preferida... Enfim, personalidade e criatividade vieram à tona!
  • Comunicação - o portfólio sem dúvida alguma me ajudou a conhecer melhor aqueles alunos tímidos que nunca falam em aula, que nunca perguntam nada. Por meio dos textos, desenhos e colagens eles disseram muito do que pensam e de como se sentem. Poder conhecê-los melhor sem dúvida me ajudará a orientá-los em seus estudos. Aliás, isso me leva ao próximo ponto:
  • Reflexão - este foi um ponto alto! Felizmente, o objetivo do portfólio foi atingido, e os alunos foram muito honestos consigo mesmos e com os professores. Isso foi incrível e de extrema importância para mim. Ler cada comentário me ajudou a repensar a minha prática e a perceber que o caminho escolhido está seguindo o rumo certo. Descobri que tudo aquilo que me preocupava por achar que não estava funcionando/agradando cumpriu os objetivos planejados e - o que me deixou mais feliz - fez com que os alunos começassem a ver a disciplina de uma outra maneira. Muitos deles, que começaram o ano dizendo que odiavam inglês, refletiram dizendo que mudaram seus pontos de vista, passando a encarar o aprendizado do idioma de forma positiva.
Resumindo: no início, tudo parece assustador e nebuloso; mas no final, ver todos os alunos carregando seus portfólios para cima e para baixo, vale à pena. É claro, é mais trabalhoso do que apenas fazer uma prova - tanto para os alunos, que devem selecionar e comentar os trabalhos; quanto para os professores, que têm um volume grande de portfólios para ler e comentar - mas o esforço é compensador, uma vez que a qualidade do aprendizado dá um salto qualitativo (e quantitativo! Tive um número bem menor de alunos em recuperação, porque muitos deles acabaram estudando enquanto montavam os portfólios e, em consequência, tiveram uma nota mais alta nas avaliações bimestrais).

Definitivamente, esta é uma experiência que recomendo! 

segunda-feira, 25 de março de 2013

[Avaliação] Quadro avaliativo semanal


Olá!
O post de hoje traz mais uma ideia de uma professora que está sofrendo com o comportamento de seus alunos. Hehehe! Desta vez, o problema foi com a turma do 4º ano do colégio em que comecei a trabalhar neste ano. Cinco alunos extremamente diferente do perfil de crianças que eu conhecia: uma turma que não ri e reclama de absolutamente tudo! Fora um aluno que afronta e se recusa a fazer as atividades propostas...

Enfim, depois de muita conversa e de uma gama de diferentes estratégias e  atividades, cheguei à conclusão que deveria deixar às claras - para os alunos - quais critérios servem para a minha avaliação:
  • Comportamento: ser respeitoso com a professora e com os colegas;
  • Entusiasmo: fazer o que é proposto. Não reclamar sem saber o que é para fazer;
  • Gentileza: não fazer brincadeiras ofensivas e/ou que envolvam tapas, chutes, ou quaisquer comportamentos de brigas, não gritar sem motivos, não falar palavrões, não provocar;
  • Atividade: desempenho na atividade proposta na aula seja ela oral ou escrita, individual ou em grupo.
Para que os alunos saibam como serão avaliados, criei uma tabela que será fixada na parede da sala. Ao final de cada aula, farei uma avaliação dos critérios supracitados, por meio de uma escala de três níveis:
  • PM - Precisa Melhorar
  • B - Bom
  • O - Ótimo
Assim, os alunos poderão acompanhar o seu progresso, durante o passar do tempo e refletir sobre isso.
Para quem quiser o modelo da tabela, segue abaixo para download:


Espero que ajude! :)
Beijos! ;)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Portfólio como um instrumento pedagógico de avaliação

"O ideal é que, cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educandos possam participar da avaliação. E que o trabalho do professor seja com os alunos e não do professor consigo mesmo". (Paulo Freire)
Nascido no meio artístico, o portfólio migrou para a área educacional na década de 70, no Canadá, sob a forma de teaching dossie (dossiê de ensino). Vinte anos mais tarde, foi a vez de os Estados Unidos adotarem, por meio da Association for Supervision and Curriculum (Associação para a Supervisão e Currículo), o portfolio moviment como prática pedagógica que ganhou força por:
  1. Avaliar o aprendizado do aluno;
  2. Avaliar o conhecimento do professor universitário;
  3. Ajudar no/avaliar o desenvolvimento do professor em formação;
  4. Certificação dos professores já formados;
  5. Registrar a vida estudantil, servindo como currículo.
De lá para cá, o portfólio vem ganhando cada vez mais espaço nas instituições de ensino, principalmente nas escolas que acreditam em um processo mais humano e construtivista de ensino e aprendizagem.

Ao contrário de uma pasta de arquivos em que alunos e professores guardam tudo o que foi feito em sala de aula, o portfólio é composto por uma seleção refinada dos trabalhos dos estudantes. Tal antologia tem por objetivo principal retratar o aprendizado de forma clara e coesa. Para que isso aconteça, é preciso que todos os envolvidos no processo (corpos docente e discente, pais e responsáveis) tenham clareza dos objetivos propostos tanto para o portfólio como um todo, quanto para cada uma das atividades que o compõem. 

Esta seleção refinada do trabalho pode ser feita somente pelos alunos, somente pelos professores ou ainda - o que julgo ser a melhor opção - em um diálogo entre os dois. Algumas escolas que fazem o uso de portfólio como instrumento de avaliação incluem também momentos em que os pais ajudam os seus filhos a escolherem o que fará parte ou não do registro.

Ao elaborar os portfólios é importante não perder de vista as suas sete características essenciais:
  1. Fazem uso de múltiplos recursos;
  2. São autênticos (têm "a cara" de seus autores);
  3. Constituem-se em uma forma dinâmica de avaliação;
  4. Os propósitos, como já fora mencionado, são explícitos;
  5. Proporcionam a integração;
  6. Geram um pertencimento de trabalho;
  7. Têm natureza multiproposital.
Vale salientar que o portfólio é vivo e que, por isso, permite inúmeras possibilidades. Sua composição admite projetos, relatórios, desenhos, fotografias, recortes, resumos, listas de referências bibliográficas, comentários dos alunos, comentários dos professores, trabalhos refeitos, planos de trabalho futuro, avaliações, autoavaliações e tudo aquilo que retrate, de forma efetiva, o aprendizado do educando.

Ao orientar a confecção do portfólio, o professor deve facilitar a sua compreensão por meio de uma apresentação de como é desenvolvido este trabalho (que também é interessante ser feita aos pais), promovendo atividades individuais e em grupo e confrontando o seu conteúdo com os objetivos planejados e com os resultados das avaliações. Este confronto possibilita o entendimento dos avanços na aprendizagem dos alunos.

"A autoavaliação, a reflexão e a oportunidade de o aluno revelar o processo pelo qual o trabalho é expresso no portfólio constituem a centralidade do portfólio". 
(Klenlwski 2003 apud Villas Boas 2005)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Autoavaliação: o primeiro semestre de Práticas e Projetos Educacionais


Perdi as contas de quantas vezes comecei, apaguei e recomecei este texto. Então, resolvi – de forma arriscada – deixar o academicismo de lado e tentar algo mais intimista para ver se esta autoavaliação sai. Tentei várias técnicas (seguir ordem cronológica, foi uma delas), mas o fato é que “olhar pra trás”, quando feito de forma verdadeira traz muitas lembranças e sentimentos misturados. É justamente sobre esta miscelânea que eu quero (tentar) falar aqui.
Esta disciplina trouxe uma profunda reflexão da prática pedagógica que tinha desde que comecei a lecionar em ONGs.
Começo pela releitura de Pedagogia da Autonomia. Já havia lido trechos deste livro há tempos, mas reler Paulo Freire – assim como reler Machado de Assis – é sempre uma experiência única. Com a leitura de Pedagogia da Autonomia, revisitei e, mais do que isso, resgatei o que creio ser a essência do meu eu-educadora; que, por algum motivo, estava se perdendo na rotina do meu trabalho fora das salas de aula. Mais uma vez esta necessidade de lecionar para contribuir com um processo de ensino e aprendizagem seja significativo para os estudantes ganhou força. Este reencontro com Freire me fez lembrar vários por quês e me deu força para continuar na luta.
Sobre as microaulas, a princípio eu pensei que seria um pouco maçante, afinal, os temas das primeiras são comuns a quase todas as disciplinas do curso de Formação de Professores. Entretanto, fui surpreendida positivamente, já que vi meus colegas de turma se empenhando para transformar temas que, teoricamente são “batidos”, em algo interessante.
Cada uma delas trouxe um novo olhar para velhas questões. A relação professor e aluno me fez pensar novamente em tudo o que carrego de bom e de ruim dos docentes que passaram na minha vida. Já as que abordaram o bullying me fez lembrar daquilo que Vygotsky tanto defente: as relações sociais; ao passo que ainda me trouxe uma questão à tona: como o professor se prepara para incluir a todos, tratando cada um de uma maneira única; e, ao mesmo tempo, falar da importância da coletividade?! Isso foi importante para que eu busque me aperfeiçoar nas diversas formas de inclusão e para que eu procure as melhores estratégias para que meus futuros alunos percebam a importância do respeito à diversidade dentro de um grupo, evitando assim, os atos de violência.
De todos os temas abordados até agora, o mais contundente na minha vida foi o dos últimos encontros, a cerca da Profissão de Professor. O que faz de um professor um profissional excelente? Quais são as competências e habilidades que ele precisa ter? Quais são os chamamentos que as futuras gerações precisarão quando o assunto é educação? O quanto falta de caminho a percorrer para que eu atinja o grau de excelência?! Tudo isso gira em todo na minha cabeça desde as últimas aulas. E quanto mais me faço essas perguntas, mais sinto vontade de lutar para ser a melhor. Não no sentido de competitividade com outros profissionais – longe disso! Sei o quanto posso aprender com eles! – mas ser a melhor, no sentido de me doar ao máximo para desenvolver um trabalho de qualidade com e para os meus futuros educandos.
Além disso, o que dizer da minha declaração sobre o meu “preconceito” com o pessoal da Educação Física?! A reação de todos foi engraçada. Talvez, a maior surpresa tenha sido a coragem e a espontaneidade de falar sobre isso abertamente. De fato, esta é uma reflexão que venho fazendo há algum tempo: voltando ao que disse no começo, sempre carreguei marcas negativas dos profissionais da Educação Física e, graças ao modelo da nossa formação, pude perceber professores desta área dedicados e empenhados – às vezes, até mais do que os meus colegas de Letras, infelizmente.
Ser professora é um sonho que carrego comigo desde a infância e que tem se tornado cada vez mais difícil de realizar... Contudo, sou brasileira e não desisto nunca!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cronograma do ENEM

Vi este cronograma do ENEM 2012 no facebook e resolvi compartilhar com vocês. Educadores informem seus alunos! ;)


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