sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dica: 5 vídeos sobre bullying

Como já contei, estou em um curso sobre bullying. A troca de material entre os participantes está bem rica, por isso, resolvi compartilhar um pouco disso com vocês. Seguem abaixo alguns vídeos que podem servir de material para trabalhar o assunto com alunos, professores e pais.

Ponto de no retorno
O mini-documentário abaixo (áudio em espanhol, legendas em inglês) é um bom ponto de partida para começar a abordagem do tema. Nele, o filho e aluno brilhante, Sérgio, é alvo de quatro companheiros de turma (Raúl, Iván, Aitor e María).



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Minha primeira Feira Cultural como professora

No último sábado, dia 24, participei da minha primeira feira cultural como professora! Embora meus endcandos não tenham apresentado nada em inglês neste ano, foi tudo muito divertido. Foi uma delícia, porque pude recordar a minha época de estudante! Cada grupo de alunos apresentou um tema diferente, forma eles:

  • Jardim e Pré I apresentaram os animais;
  • Pré II apresentaram a água;
  • Ensino Fundamental I apresentaram maquetes sobre a Mata Atlântica;
  • Ensino Fundamental II e Ensino Médio apresentaram as Culturas Indígena e Africana, a História da Literatura Brasileira e a História e a Importância da Música. 
Cada docente ficou responsável por apoiar um grupo. Eu ajudei a professora de Língua Portuguesa a orientar o grupo de Literatura Brasileira. Abaixo, algumas fotos:

Trabalhos produzidos pelos alunos do Jardim e do Pré-I

sábado, 17 de novembro de 2012

[Agenda] Curso online e gratuito sobre Bullying


O Centro de Competência TIC da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) organiza este curso subordinado ao título Bullying em contexto escolar: caracterização e intervenção que decorrerá entre 19 de Novembro e 12 de Dezembro

Este curso é da responsabilidade de Sónia Seixas, professora da ESES e coautora do livro PLANO Bullying, e integra os seguintes módulos: 

I – Natureza do Fenómeno Bullying
II – Implicações e fatores de risco
III – Linhas orientadoras de intervenção 

Sendo especialmente destinado a educadores e professores do ensino não superior, contempla atividades de construção de materiais pedagógicos e outras sugestões pedagógicas para estes graus de ensino. Porém, é bem-vinda a inscrição de outros profissionais de educação e formação, investigadores, interessados no tema ou nesta nova forma de ensino a distância pioneira em Portugal (MOOC). 

O curso assumirá a forma de MOOC (Massive Open Online Couse) sendo gratuito, totalmente à distância e extremamente flexível quanto às disponibilidades de tempo dos formandos e às suas plataformas de comunicação preferidas na internet. 

Saiba mais no:
  • Blog;
  • A ficha de inscrição pode ser encontrada aqui.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Análise Literária do Conto "A terra dos meninos pelados", de Graciliano Ramos*

Clique aqui para ler o conto A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos.


(Análise literária feita por de Fernanda Rodrigues)

Em 1939, Graciliano Ramos publicou A Terra dos Meninos Pelados, livro que inovou a literatura infantil e juvenil. Com sua linguagem baseada nos novos valores literários, o texto apresenta o predomínio do mundo fantástico, onde nada é impossível. 

A narrativa mostra inovação desde o seu princípio, quando apresenta Raimundo: um protagonista descrito como um menino diferente – tem o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada – que é chacoteado pelas outras crianças. Ou seja, o autor principia o texto mostrando uma personagem que não pertence a um grupo social dominante e que sofre da exclusão sobre a qual é vítima. 

Para aproximar o leitor do texto, Graciliano constrói a narrativa utilizando linguagem coloquial, como podemos ver no trecho em que os garotos zombam de Raimundo: “Como botaram os olhos de duas criaturas numa cara?” 

Ao trabalhar o universo imaginário, o autor cria personagens antropomorfizadas. Em Tatipirun – a terra onde todos têm os olhos de duas cores e a cabeça pelada – os carros falam, riem, piscam e voam (“Mas o automóvel piscou o olho preto e animou-o com um riso grosso de buzina: - Deixa de besteira, Raimundo. Em Taipirun, nós não atropelamos ninguém”.), a “laranjeira que estava no meio da estrada afastou-se para deixar a passagem livre” e depois conversou com o menino. Além destes exemplos, pode-se citar ainda: o troco, a aranha (representante da indústria têxtil), a cigarra (que representa os artistas), a rã, as cobras corais e o vaga-lume – todos eles falantes. 

Ainda para compor este mundo de fantasia, Graciliano Ramos trabalha a linguagem fazendo uso de neologismos. Nomes como o do lugar onde todos são iguais ao protagonista (Tatipirun), o sítio de onde veio a personagem principal (Cambacará) a serra que Raimundo atravessa para chegar à terra dos meninos pelados (serra de Taquaritu), os personagens humanos (Caralâmpia, Pirenco, Talima, Sira, Pirundo) e palavras que aparecem ao longo do texto - como “princesência” -, foram criadas para reforçar a magia e a perfeição vividas na terra de Tatipirun. Além deste recurso, o autor emprega ainda um estrangeirismo dito pela rã (“Parece até um meeting, disse a rã que pulou na beira do rio”.) e abusa das metáforas, como pode-se constatar no trecho a seguir: “ – E boa, interrompeu um menino sardento. Meio desparafusada, mas um coraçãozinho de açúcar. Aquela é Sira”, criando uma sensação de que tudo o que acontece no principado é real, pois cada ser tem sentimentos, nomes e pensamentos próprios. 

O autor sabia da importância fundamental que a fantasia tem na vida das crianças. Ao criar a terra dos meninos pelados, Graciliano cria uma terra democrática, totalmente inversa a Cambacará – lugar de origem do Raimundo – onde há injustiças. Ao mesmo tempo, Tatipirun dá a força necessária ao pequeno menino pelado retornar ao seu lar se aceitando como ele é e não como os outros querem que ele seja. Por meio deste universo mágico os pequenos leitores podem ter como exemplo a personagem principal para enfrentar problemas do dia-a-dia (como o preconceito por ser gordinho, por usar óculos, por ser muito mais alto ou muito mais baixo que as outras crianças na escola, por exemplo). 

Por fim, deve-se ressaltar que o texto apresenta uma intertextualidade com outra narrativa infantil clássica: Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll. Ambas as obras retratam de forma surreal a aventura de suas personagens principais em uma terra de fantasia, em um mundo encantado.

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Texto escrito por mim, durante a Graduação em Letras. Publicado pela primeira vez no Especial Semana da Literatura Infantil do blog Nosso Clube do Livro, em 17 de abril de 2012.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Maria Montessori e a Pedagogia Científica (parte 3)

O papel da escola e do professor

Montessori com as crianças.
O papel da escola é fundamental e muda radicalmente. Embora Montessori tenha começado a desenvolver a sua teoria com pessoas consideradas “anormais”, seu método é bastante rico e difundido com todos os tipos de alunos. Os frutos, entretanto, só são colhidos quando a escola deixa de ser fundamentalmente tradicional e passa a adotar uma postura de acolhida às individualidades de cada um de seus educandos. 

A escola montessoriana sempre buscará estimular o aprendizado de forma atraente, estimulando os jogos e brincadeiras, a interação com o meio. A ideia é fazer com que os alunos, a partir de suas características próprias, possam se relacionar com o ambiente de forma coletiva – aprendendo, portanto, a conviver em sociedade (neste aspecto, vê-se como o método proposto por Maria Montessori dialoga com um dos Quatro Pilares da Educação, proposto por Jacques Delors, que diz respeito justamente a “aprender a viver juntos, aprender a viver com os outros”). 

O aprender a conviver é levado a sério em todos os momentos em que as instâncias. Este aprendizado acontece de forma contínua; por isso, ao contrário da proposta da escola tradicional, no método montessoriano não há uma pausa, intervalo em que os alunos fazem um recreio. Para Montessori, todos os momentos são propícios ao aprendizado, não havendo, portanto, necessidade de separar o que é aula do que é intervalo: durante as atividades é também possível brincar, e durante o recreio também é possível aprender – logo, não há motivos para separar os dois momentos. 

Montessori e alunos: uma sala de aula fora dos padrões tradicionais. 
As salas de aula também são diferentes: nelas, nada de alunos enfileirados um atrás dos outros, com lugares marcados, uma vez que isso, na visão montessoriana, não favorece à socialização, não estimula na busca por conhecimento. Nas escolas propostas por Maria Montessori, os alunos sentam-se em grupos, espalhados pelo espaço de ensino e aprendizagem, estudando com os colegas. Os professores, por sua vez, misturam-se aos grupos, auxiliando-os quando necessário. A ideia aqui é que os alunos aprendam e descubram os seus próprios erros, tendo o professor apenas como um orientador. As bibliotecas (e, atualmente, a internet) são ferramentas extremamente úteis neste trabalho, uma vez que os educandos vão em busca da informação para construir seu aprendizado.

Os pais têm papel ativo nas escolas montessorianas, uma vez que as instituições de ensino são vistas como uma comunidade.

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Para ler sobre o contexto histórico e a biografia de Montessori, clique aqui.
Para conhecer suas proposta pedagógica, clique aqui.

domingo, 4 de novembro de 2012

Maria Montessori e a Pedagogia Científica (parte 2)

Clique aqui para ler o Contexto Histórico e a Biografia de Montessori

Proposta Pedagógica 

Alguns pontos são peças-chave no pensamento montessoriano. O primeiro deles diz respeito ao fato de que Maria Montessori parte da premissa de que as crianças absorvem facilmente o que apreendem, sendo como esponjas: aprendem a falar, a escrever e ler, a comer, a andar etc. Por isso, os professores devem respeitar a capacidade de aprendizado de seus alunos cultivando o desejo natural de descoberta que a criança traz consigo e alcançando o seu potencial. O educador vale-se, portanto, do papel de guia, como a própria pensadora revela:



Sobre este “se abster de interferir”, nota-se como Montessori é enfática ao inferir que os alunos devem trabalhar cooperando uns com os outros: os mais velhos, ajudando os mais novos – em um ambiente amistoso e sem competitividade. Sobre o “ambiente previamente organizado”, nota-se que Montessori prioriza um ambiente de conforto e liberdade, com móveis que tenham o tamanho adequado para os alunos. Um ambiente adequado respeita o desenvolvimento do educando, instigando-o em busca do conhecimento. 

Dentro da proposta pedagógica montessoriana, há um respeito pela individualidade, pela liberdade e pela atividade, tendo o aluno como sujeito da ação e objeto de aprendizado. Por levar as funções biológicas a sério, seu método também é conhecido como pedagogia científica, uma vez que sua visão foca-se no desenvolvimento infantil, partindo da premissa que o amadurecimento mental é concomitante ao biológico. Assim, cada fase de desenvolvimento físico e mental deve ser respeitada, sendo destinadas a elas as atividades adequadas que não firam o corpo e o espírito do aluno e o seu processo de adaptação à vida.

sábado, 3 de novembro de 2012

Maria Montessori e a Pedagogia Científica (parte 1)

Contexto histórico e biografia 


Maria Montessori nasceu no norte da Itália, em Chiaravalle, a 31 de agosto de 1870. Filha única, de uma família de classe média, tinha um pai observador e de hábitos militares; sua mãe, por outro lado, era amorosa sabia ler – fato não muito comum para as mulheres da época. Durante a adolescência, estudou na escola técnica. Mais tarde, contrariando seus familiares e toda a sociedade, seguiu suas vontades e cursou medicina na Universidade de Roma. Para isso, recebeu uma autorização do Papa e se tornou a primeira italiana formada em medicina. Embora nunca tenha se casado, envolvera-se com um colega, com quem teve um filho (1898). A criança fora criada por outra família em Roma e recebia frequentes visitas da mãe. 

Em 1902, Maria Montessori começou a desenvolver o seu trabalho com as crianças “anormais”, que eram banidas da sociedade por serem consideradas incapazes de aprender quaisquer coisas que fossem. Ela percebeu, então, que estes alunos eram ávidos por realizarem trabalhos domésticos, pois assim desenvolviam as suas capacidades motoras e exercitavam sua autonomia. Montessori percebeu, então, que a questão com aquelas crianças não era médica, mas sim pedagógica. Este trabalho de observação por ela realizado, na Universidade de Roma, teve fortes influências de E. Séguin e J. Itard. 

Além do doutorado em Medicina, Montessori também cursou Antropologia, Psciologia e Pedagogia, cursos que a ajudaram no trabalho realizado na Casa di Bambini, local em que colocou toda a sua teoria em prática, aplicando o aprendizado que tivera ao observar as crianças ditas “anormais” na Universidade de Roma com os alunos deste novo modelo escolar. A primeira Casa di Bambini fora aberta em uma região pobre de Roma; tendo, posteriormente, outras filiais em vários pontos da Itália. 

Em 1911, Montessori abandonou a Medicina, para dedicar-se exclusivamente à Pedagogia. Em 1913, passou a fazer conferências sobre o seu método de trabalho. Durante a I Guerra Mundial (1914-1918), decidiu exilar-se na Holanda. Em 1922, foi nomeada inspetora-geral das escolas da Itália, pelo o governo de seu país; entretanto, ao ver os rumos da II Guerra, abandonou o cargo e refugiou-se na Índia. 

Após as duas Grandes Guerras, retornou à Itália e reorganizou suas escolas. Além disso, retomou o trabalho acadêmico, na Universidade de Roma. Maria Montessori morreu em 1952 – mesmo ano do falecimento de John Dewey – aos 81 anos de idade.

Referências:
FERRARI, Márcio. Maria Montessori, a médica que valorizou o aluno. In: Revista Nova Escola. Disponível aqui.
NASCIMENTO, Cristiane Valéria Furtado do; MORAES, Márcia Andréa Soares de. Montessori e as "Casas das Crianças". Disponível aqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

[Atividade] Vocabulário: Toys

Como comentei com vocês, aproveitei que no mês passado comemoramos o dia das crianças, para ensinar aos meus pequenos o vocabulário dos brinquedos em inglês. Estas aulas foram bem interessantes, porque eles levantaram a questão do que é "brinquedo de menina" e "brinquedo de menino". Além disso, eles também falaram como gostam de brincar, com quem - muitos deles citaram os irmãos -, o que queriam ganhar de presente de dia das crianças e o que ganharam de fato.

Este trabalho foi muito rico, porque além do conteúdo, os alunos interagiram bem, e eu pude conhecê-los melhor.

Abaixo, seguem duas das atividades que fizemos.
(Lembrando que mais uma vez que as imagens eu peguei lá no tio Google. Não desenhei, porque sou péssima nisso. Os lugares em que peguei cada desenho não tinha os nomes dos respectivos autores, por isso, não tem os créditos. :/)

Toys

Toys Exercises

Para ver o jogo da memória dos toys, clique aqui.
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